Migalhas ontológicas pt2 foi adiado por motivo que minha filha nasceu!
Prometo escrever o quanto antes, mas agora estou curtindo ser papai!
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Migalhas ontológicas: pt01
1 → Introdução
Nesses dias tão chuvosos ando pensando muito sobre o é a “vida” – talvez pelo fato desses dias cinzas me trazerem recordações muito fortes, existencialmente falando.
“Vida”...oh “vida”! “Vida” cruel, “vida” injusta...oh “vida” vagabunda, sem sentido
Dessa forma muitas vezes nos referimos a nossa existência. Mas o que é a “vida”? Ela existe de fato ou é apenas um vício de linguagem? Destrinchemos o significado deste conceito juntos!
2 → A concepção ontológica de “vida” no senso comum
O conceito de “vida” que hoje tramita pelo senso comum é bem apropriado a este tempo, tendo em vista um processo histórico-cultural de difusão da metafísica teológica – as grandes religiões precisam de tal formato do conceito para difundir o seu terror psicológico. É preciso nascer, viver, morrer. Mas o que esconde esses três conceitos impregnados na cabeça de muitos? Explicarei da melhor forma.
A) Nascer: é o ponto mais baixo de poder, o início da existência; símbolo da impotência e inocência. Depois deste momento começa um processo de aprendizagem que vai da infância à adolescência. Neste processo a pessoa ganha, paulatinamente, poder e conhecimento – o bastante para tomar decisões reacionárias.
B) Viver: agora o adolescente progrediu e já detém conhecimento e poder suficiente para enfrentar qualquer adversidade que possa lhe opor; chama-se a pessoa de adulta ou madura, seria a “flor da idade”. A fase adulta é o cume de todo o processo “vital”, é onde o macho está preparado para acasalar com a fêmea, e vice-versa.
C)Morrer: “pela lei natural, tudo o que sobe tem que descer!” Não seria diferente com a “vida”; adulto começa a dar sinais de desgaste e fraqueza: a pele começa a enrugar, os ossos começam a doer, a visão, a audição, o tato, o paladar, a memória, tudo vai se degenerando até se extinguir por doença ou pela simples velhice.
Todo esse processo encacha-se como “água no pote” para definir o conceito ontológico de vida entre o senso comum. Depois da morte encontra-se apenas um obscuro mar metafísico – aí vejo o homem como uma confusa mistura de “porco na lama” com um “pobrezinho desesperado” – “meu único ressentimento é que todas as 'marcas' de igreja tem a verdade absoluta!” Então, vida é este processo “lindo” de separação do eu do resto, que finda em uma dualidade conflitante e incoerente entre corpo e alma – ridículo! Porquê? Simples:
3 → O canto infinito do universo
Como podemos definir o em apenas uma palavra? Me veio agora em mente uma: mutabilidade. Não? Objeção? Suas pálpebras abrem e fecham, o sangue flui pelo seu corpo, correntes elétricas passeiam pelo seu corpo em direção ao seu cérebro neste momento, a árvore cresce, o vento leva a areia, a folha branca amarelece, o saudável adoece, enfim, analise!
Mais a fundo, é preciso perceber o que nossa sensibilidade é capaz absorver e compreender deste mundo. Tudo adere a um movimento de eterna transformação; passa-se de uma só coisa a várias coisas, uma coisa, várias coisas: existe um óvulo e um espermatozoide, depois dessa união torna-se uma pessoa, depois esse corpo se decompõe, transformando-se em outros elementos e cada um com sua função específica. Dessa forma segue o universo infinitamente. Portanto este conceito ontológico de “vida” não se encaixa neste mundo em completo devir; não há nenhum “nascimento” e nenhum “morrer”. “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.
O que vemos agora é um mundo, um universo sem o medo do nada ou da ausência. Sim, sem o medo do nada e nem, tampouco, da ausência! “Existir é aquilo que esta lá”. Então, diante de tal afirmação banal e ridícula, o que significa o existir ontológico? Onde o homem pode se encontrar?Escreverei em breve a quarta parte tratando do assunto.
Nesses dias tão chuvosos ando pensando muito sobre o é a “vida” – talvez pelo fato desses dias cinzas me trazerem recordações muito fortes, existencialmente falando.
“Vida”...oh “vida”! “Vida” cruel, “vida” injusta...oh “vida” vagabunda, sem sentido
Dessa forma muitas vezes nos referimos a nossa existência. Mas o que é a “vida”? Ela existe de fato ou é apenas um vício de linguagem? Destrinchemos o significado deste conceito juntos!
2 → A concepção ontológica de “vida” no senso comum
O conceito de “vida” que hoje tramita pelo senso comum é bem apropriado a este tempo, tendo em vista um processo histórico-cultural de difusão da metafísica teológica – as grandes religiões precisam de tal formato do conceito para difundir o seu terror psicológico. É preciso nascer, viver, morrer. Mas o que esconde esses três conceitos impregnados na cabeça de muitos? Explicarei da melhor forma.
A) Nascer: é o ponto mais baixo de poder, o início da existência; símbolo da impotência e inocência. Depois deste momento começa um processo de aprendizagem que vai da infância à adolescência. Neste processo a pessoa ganha, paulatinamente, poder e conhecimento – o bastante para tomar decisões reacionárias.
B) Viver: agora o adolescente progrediu e já detém conhecimento e poder suficiente para enfrentar qualquer adversidade que possa lhe opor; chama-se a pessoa de adulta ou madura, seria a “flor da idade”. A fase adulta é o cume de todo o processo “vital”, é onde o macho está preparado para acasalar com a fêmea, e vice-versa.
C)Morrer: “pela lei natural, tudo o que sobe tem que descer!” Não seria diferente com a “vida”; adulto começa a dar sinais de desgaste e fraqueza: a pele começa a enrugar, os ossos começam a doer, a visão, a audição, o tato, o paladar, a memória, tudo vai se degenerando até se extinguir por doença ou pela simples velhice.
Todo esse processo encacha-se como “água no pote” para definir o conceito ontológico de vida entre o senso comum. Depois da morte encontra-se apenas um obscuro mar metafísico – aí vejo o homem como uma confusa mistura de “porco na lama” com um “pobrezinho desesperado” – “meu único ressentimento é que todas as 'marcas' de igreja tem a verdade absoluta!” Então, vida é este processo “lindo” de separação do eu do resto, que finda em uma dualidade conflitante e incoerente entre corpo e alma – ridículo! Porquê? Simples:
3 → O canto infinito do universo
Como podemos definir o em apenas uma palavra? Me veio agora em mente uma: mutabilidade. Não? Objeção? Suas pálpebras abrem e fecham, o sangue flui pelo seu corpo, correntes elétricas passeiam pelo seu corpo em direção ao seu cérebro neste momento, a árvore cresce, o vento leva a areia, a folha branca amarelece, o saudável adoece, enfim, analise!
Mais a fundo, é preciso perceber o que nossa sensibilidade é capaz absorver e compreender deste mundo. Tudo adere a um movimento de eterna transformação; passa-se de uma só coisa a várias coisas, uma coisa, várias coisas: existe um óvulo e um espermatozoide, depois dessa união torna-se uma pessoa, depois esse corpo se decompõe, transformando-se em outros elementos e cada um com sua função específica. Dessa forma segue o universo infinitamente. Portanto este conceito ontológico de “vida” não se encaixa neste mundo em completo devir; não há nenhum “nascimento” e nenhum “morrer”. “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.
O que vemos agora é um mundo, um universo sem o medo do nada ou da ausência. Sim, sem o medo do nada e nem, tampouco, da ausência! “Existir é aquilo que esta lá”. Então, diante de tal afirmação banal e ridícula, o que significa o existir ontológico? Onde o homem pode se encontrar?Escreverei em breve a quarta parte tratando do assunto.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Tô voltando...
Foi um longo período de estiagem, ainda estou abarrotado de trabalhos e pendências pessoais, mas prometo que dessa semana não ṕassa vou trazer uma nova forma de pensar o mundo e nossa ética -- diga-se de passagem decadente. Essa semana voui me empenhar!!!
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